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  • jannemonteiro

Entenda como é a aplicação do perfil comportamental




De forma simplificada, podemos dizer que o perfil comportamental é uma importante ferramenta para que a empresa consiga identificar as competências relacionadas às atitudes das pessoas, ou seja, é possível detectar suas aptidões e, ainda, como elas reagem diante de diferentes situações.

Assim, a aplicação do perfil comportamental garante mais assertividade para as estratégias da empresa, impactando positivamente em todas as áreas. É possível empregar o mapeamento em vários subsistemas da gestão de recursos humanos. Confira agora as explicações sobre cada um deles.


Autoconhecimento

Muitos gestores ainda se mostram descrentes em relação à aplicação de métodos de desenvolvimento e de autoconhecimento vinculados a carreiras ou ao ambiente profissional.

Há uma explicação para essa desconfiança: nos últimos anos o mercado assistiu a uma inundação de gurus e métodos infalíveis de autoconhecimento e motivação. O problema é que, muitas vezes, as tais técnicas não passam de meras cópias pobres e mal desenvolvidas.

Por conta disso, não utilizam adequadamente as bases científicas envolvidas nesse tipo de estudo, nem contemplam análises propriamente ditas.

A inclusão do perfil comportamental pode alterar bastante o rumo dessa história. Se a pessoa identifica os principais traços da sua personalidade ela tem mais condições de entender como processar e lidar com as informações.

Ainda, de posse desse conhecimento, a empresa tem mais condições de fazer a orientação adequada, conseguindo, com isso, explorar melhor suas reais potencialidades. O “analista”, por exemplo, é mais retraído. Então, é um erro de estratégia designar esse tipo de pessoa para tarefas que exijam comportamentos mais ousados, extrovertidos.

Em contrapartida, esse é o ambiente ideal para os comunicadores que, no entanto, não renderão bem se forem submetidos às tarefas repetitivas, monótonas. Logo, se a pessoa tem consciência sobre essas características, não apenas conseguimos nos adaptar melhor às situações empresariais, como também, claro, aprimoramos nossas habilidades no dia a dia.


Recrutamento e seleção

Todo processo seletivo tem premissas indispensáveis, as quais, na verdade, se analisarmos a fundo, nem sempre influenciam diretamente na escolha do candidato certo. Quando há, por exemplo, uma vaga que o domínio do inglês avançado é indispensável, você pode pedir certificados de proficiência na língua ou até realizar entrevistas nesse idioma.

Mas por mais que o desempenho de um candidato em uma prova ou durante a entrevista tenha sido ligeiramente melhor que o dos demais, nem sempre a resposta certa é aquele que acumulou mais pontos.

É preciso que esse candidato, mesmo preenchendo todos os requisitos e tendo os níveis de formação desejados, tenha também um perfil comportamental apropriado com aquilo que você espera da profissional que vai ocupar determinado cargo.

A análise sobre o perfil comportamental ajudará bastante nesse momento, uma vez que, além da habilidade técnica, a empresa terá como considerar as competências comportamentais. Assim, pode ser que a pessoa que obteve a melhor pontuação não sirva para o cargo porque não consegue se adaptar, por exemplo, à necessidade de comunicação constante com os clientes.


Motivação dos colaboradores

Engajamento é a palavra-chave nos processos de gestão e um ponto importante entre as prioridades do gestor de RH. Mas como é possível engajar as pessoas? Os estudos nessa área indicam que, geralmente, isso é obtido por meio de recompensas.

No entanto, é preciso atenção, porque não estamos falando de premiações ou bônus em dinheiro, mas sim de qualquer coisa que possa soar como recompensa e valorização para o colaborador que está recebendo. Obviamente, uma promoção ou novo cargo podem ter esse efeito.

Contudo, é possível também, dependendo do perfil comportamental, que outros aspectos funcionem ainda melhor, como a opção de ter um horário de trabalho mais flexível ou mesmo a possibilidade de envolver-se com um projeto mais criativo.

Saiba que os indivíduos que são predominantemente planejadores podem se sentir motivados, por exemplo, ao contar com uma estrutura melhor em termos de consulta e referências. Trata-se de pessoas que tendem a ser perfeccionistas e “sofrem” quando não encontram as condições ideais para desenvolver seus projetos.

Por fim, no item motivação dos colaboradores o foco precisa ser mais analítico. Temos que considerar todos os aspectos que podem elevar a moral e motivar a pessoa.


Gestão de pessoas

A gestão de pessoas, especialmente com os novos paradigmas da geração Y e, agora, da geração Z, que chegam ao mercado de trabalho, é um dos grandes desafios do cotidiano empresarial.

Pergunte a qualquer especialista de RH que ele vai confirmar: hoje, compreender os colaboradores e encontrar formas de motivá-los não se trata mais apenas de buscar um diferencial — é uma necessidade, questão de sobrevivência mesmo.

O que se percebe no dia a dia das organizações é que, sem isso, as empresas não podem contar sequer com os mínimos índices de produtividade sendo cumpridos. Logo, conhecer a fundo seus profissionais e colaboradores é o benefício máximo de qualquer gestor ou empreendedor. Mas fazer essa leitura tão detalhada é uma missão, por vezes, quase impossível.

Entretanto, não é fácil porque lidamos com ambientes complexos. O número de colaboradores é alto, a rotina de trabalho é acelerada e ainda precisamos considerar o fato de que as pessoas têm costumes diferentes, pertencem a classes sociais distintas, enfim, têm culturas singulares.

É aí que se encaixa a importância de saber o que é perfil comportamental. Ao aplicar a metodologia a empresa consegue fazer esse tipo de análise com mais objetividade. O gestor não dependerá apenas de sua intuição ou da boa vontade para compreender melhor o comportamento dos colaboradores da equipe.

Desenvolvimento e treinamento

Empresários e gestores confirmam a importância das pessoas para a longevidade e o sucesso dos negócios, independentemente do porte ou da área de atuação da empresa. Profissionais competentes e equipes de alta performance são, de fato, um grande diferencial competitivo. Diante de um mercado cada vez mais exigente, a busca por produtividade e por criatividade está entre as prioridades do universo corporativo.

Por isso, apostar em treinamentos e programas de desenvolvimento para aumentar a performance dos colaboradores é de extrema importância. Fazer isso considerando os perfis comportamentais dos profissionais faz com que as capacitações sejam cada vez mais efetivas.


Diminuição de turnover

Entre as entradas e saídas de colaboradores, é fato que sua empresa precisa sempre estar com o quadro completo. A matemática é simples: quanto mais gente ficar, menos candidatos você terá de acionar para preencher as lacunas.

Os motivos para a evasão ou aumento da rotatividade são muitos e a maioria deles vem sendo trabalhada nos últimos anos de forma mais proativa por parte de profissionais de Recursos Humanos.

O uso do perfil comportamental como estratégia de recrutamento no Brasil é algo relativamente recente. Muitas empresas ainda concentram todos os seus esforços em encontrar profissionais com bons currículos e, embora isso também seja importante, deixam de lado fatores importantes que podem fazer a diferença na hora de reduzir a rotatividade no seu negócio.

E pense nisso: um processo de seleção adequado pode fazer muita diferença. Ainda, que pessoas mais confortáveis nas suas atividades tendem a render mais e são mais fiéis às empresas, ou seja, vestem a camisa.


Coaching

O processo de coaching exige que o coach tenha alta sensibilidade, mas também que ele tenha conhecimento técnico. É a partir desse aprendizado que ele vai conseguir, ao analisar atitudes e comportamentos, identificar o perfil de seu coachee.

Nesse sentido, o uso de ferramentas de avaliação de perfil comportamental são um diferencial enorme. A partir do mapeamento do coachee, o coach pode reconhecer quais são os seus potenciais e competências a desenvolver e, assim, planejar um processo realmente eficiente.


Produtividade

Um bom departamento de recursos humanos deve perseguir resultados sob o ponto de vista da produtividade. Mas não basta entender as qualificações profissionais, é preciso fazer análises mais detalhadas, envolvendo características de comportamento do colaborador.

Além disso, esses dados precisam estar presentes na organização para que possam ser usados em prol da melhoria dos processos e da eficiência da empresa. Motivação é determinante para a produtividade, mas lembre-se que ela depende de muitos fatores, não apenas das recompensas financeiras.


Cultura organizacional

Os recrutadores têm sempre a difícil missão de selecionar candidatos capacitados e engajados, mas essa avaliação deve considerar vários fatores, além do conhecimento técnico e experiências anteriores.

Por isso, é importante definir um perfil ideal, que deve servir como uma guia, facilitando a seleção dos profissionais. Dessa forma, a cultura organizacional precisa ser traduzida em valores e competências, de modo a personificar o novo colaborador.

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